Novo método usado por traficantes

Um novo método usado por traficantes para esconder drogas em árvores, muros e telhados de residências foi descoberto pela Polícia Civil do Distrito Federal durante a prisão de dez pessoas envolvidas com o tráfico de entorpecentes no Núcleo Bandeirante. Foi o maior grupo preso por venda de drogas na região. Quatro adolescentes suspeitos de envolvimento com a quadrilha também foram detidos.

11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante)

11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante)

Um homem apontado como cérebro do esquema e identificado pelo apelido de Jó foi preso quando tomava cerveja em um quiosque da cidade. Como grupo a polícia apreendeu 200 gramas de maconha prensada, R$ 1.056 em dinheiro, uma balança de precisão, celulares e porções de cocaína e de crack.

Investigações de agentes das 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante) apontam que os suspeitos agiam na região há pelo menos dois anos. O entorpecente era vendido a usuários na área central da cidade, na Divinéia e na Metropolitana . Segundo informações da polícia, os suspeitos lucravam entre R$ 6 mil a R$ 10 mil por semana com a venda da droga.

A polícia iniciou as investigações há um ano, depois de receber denúncias anônimas de moradores. A droga vinha do Entorno. O chefe do tráfico tem três mulheres e guardava a droga na casa delas, em Santa Maria, no Núcleo Bandeirante e na Divinéia.

De acordo com o delegado João Carlos Lóssio, chefe da 11ª Delegacia de Polícia, a mulher da Divinéia não gostava que o companheiro deixasse a droga na casa dela, mas ele escondia quando ela não estava na residência. O entorpecente era dividido em pequenas porções, escondido em vários locais para facilitar a entrega ao usuário e os suspeitos não serem presos por tráfico.

No entanto, durante a investigação, a polícia filmou a movimentação do grupo. Os suspeitos foram autuados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. Se forem condenados podem pegar uma pena de até 20 anos de prisão. Eles vão guardar decisão judicial no Departamento de Polícia Especializada (DPE), no Parque da Cidade.

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